Recuperação económica nacional

Medidas e eixos estratégicos da retoma

Da visão estratégica ao plano de execução no terreno

Recuperação de Portugal

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Contexto

As negociações entre Parlamento Europeu e o Conselho sobre o próximo orçamento a longo prazo da UE e o fundo de recuperação pós-crise da COVID-19 chegaram a um acordo final para a retoma da economia europeia com vista ao financiamento para o período 2021-2027, num pacote global de 1 824,3 mil milhões de euros.

Portugal deverá arrecadar 45,1 mil milhões de euros em transferências nos próximos sete anos, verba que inclui 15,3 mil milhões de euros em subvenções (a fundo perdido, contemplando 13,2 mil milhões de euros, até 2023, através do Mecanismo de Recuperação e Resiliência - MRR, o principal instrumento do Fundo de Recuperação - Próxima Geração UE/Next Generation EU) e 29,8 mil milhões de euros em subsídios do orçamento da UE a longo prazo 2021-2027

O MRR disponibilizará, no total, 723,8 mil milhões de euros (a preços correntes) para apoiar investimentos e reformas em todos os Estados-Membros. O Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) de Portugal faz parte do esforço sem precedentes desenvolvido pela UE para sair fortalecida da crise da COVID-19 promovendo as transições ecológica e digital e reforçando a resiliência e a coesão das nossas sociedades.

No anterior Quadro Financeiro Plurianual (QFP) 2014-2020, no qual não estava incluído esse fundo de Recuperação (criado por causa da pandemia), Portugal dispunha de 32,7 mil milhões de euros, havendo agora um acréscimo de 37%. 

No dia 3 de março de 2022 foi aprovado pelo Conselho de Ministros o Acordo de Parceria Portugal 2030 e submetida, oficialmente a Bruxelas, no dia 4 de março, a primeira versão formal desse documento, tendo sido entregue a sua versão final no dia 6 de junho.

Trata-se de um passo decisivo para que Portugal possa aceder aos 23 mil milhões de euros do próximo quadro comunitário de apoio (excluindo programas de cooperação territorial e a transferência para o Mecanismo Interligar Europa), distribuídos entre o FEDER - Fundo Europeu de Desenvolvimento Regional (11,5 mil milhões de euros), o FSE+ - Fundo Social Europeu (7,8 mil milhões de euros), o Fundo de Coesão (3,1 mil milhões de euros), o Fundo para uma Transição Justa (224 milhões de euros) e o Fundo Europeu dos Assuntos Marítimos, das Pescas e da Aquicultura (393 milhões de euros). Estes fundos poderão ser aplicados até 2029 e irão somar-se ao montante financeiro do PRR até 2026.

Plano de Recuperação e Resiliência 

Após o decurso da nova consulta pública, a versão final do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) - Recuperar Portugal, Construindo o futuro foi apresentada em 16 de abril de 2021 e submetida à Comissão Europeia em 22 de abril de 2021, através da plataforma informática oficial, tornando-se Portugal o primeiro Estado-Membro da UE a concretizar esta entrega.  

O PRR, oficialmente entregue, integrou o trabalho conjunto com a Comissão Europeia e os contributos resultantes da consulta pública. Seguiu-se o período de decisão sobre o documento pela Comissão Europeia e pelo Conselho dos Assuntos Económicos e Financeiros (ECOFIN), esperando o Governo que a decisão pudesse ainda ocorrer durante a Presidência Portuguesa da UE.

Enquanto a proposta portuguesa foi avaliada, nada impediu que o Executivo preparasse já os concursos que selecionarão os melhores projetos dos empresários, autarcas e demais promotores públicos e privados que podem ajudar o país a sair da crise.

Todos os documentos disponibilizados por Portugal à Comissão Europeia integram o portal Mais Transparência, permitindo aos cidadãos ficarem a par da evolução de todos os investimentos integrados neste PRR, cujo principal desafio consistirá na identificação dos projetos que sejam exequíveis até 2026 e que possam, simultaneamente, ter um impacto imediato na reanimação da economia e do emprego, mas também ter um potencial de reforma estrutural.

Aprovação

A Presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, deslocou-se a Lisboa no dia 16 de junho, no sentido de entregar pessoalmente ao Primeiro-Ministro António Costa o resultado da análise feita pela Comissão Europeia e a respetiva recomendação ao Conselho sobre a aprovação do PRR português no âmbito do Próxima Geração UE (o plano de recuperação da UE). 

A avaliação foi positiva, pelo que o PRR de Portugal, para além de ter sido o primeiro a ser entregue, foi também o primeiro a receber a comunicação da respetiva aprovação, tratando-se de uma etapa importante com vista ao desembolso, pela UE, do total de 16,6 mil milhões de euros (13,9 mil milhões de euros sob a forma de subvenções e 2,7 mil milhões de euros em empréstimos) durante o seu período de vigência (2021-2026), ao abrigo do Mecanismo de Recuperação e Resiliência (MRR)

A Comissão avaliou o plano de Portugal com base nos critérios estabelecidos no Regulamento MRR. Na sua análise, a Comissão examinou, em especial, se os investimentos e as reformas constantes do plano português apoiam as transições ecológica e digital, contribuem para enfrentar eficazmente os desafios identificados no quadro do Semestre Europeu e reforçam o seu potencial de crescimento, a criação de emprego e a resiliência económica e social.

Este financiamento apoiará a execução das medidas cruciais de investimento e de reforma delineadas no PRR de Portugal, sendo essencial para permitir ao país sair mais forte da pandemia de COVID-19.  

Montante total

O montante financeiro do PRR ascende a 16 644 milhões de euros, dos quais 13 944 milhões de euros correspondem a subvenções (subsídios a fundo perdido) - 84%.

O Executivo tem, ainda, em aberto a possibilidade de recorrer a um valor adicional de 2 700 milhões de euros em empréstimos - 16% (que pesarão na dívida pública), mas só no caso de as empresas portuguesas realmente precisarem de mais verbas para se capitalizarem e inovarem.

Pelos cálculos do Ministro das Finanças João Leão, o PRR terá um impacto de 22 mil milhões de euros até 2025.

Etapas

A Comissão Europeia adotou, em 16 de junho de 2021, uma proposta de Decisão de Execução do Conselho relativa à concessão de 13,9 mil milhões de euros em subvenções e 2,7 mil milhões de euros em empréstimos a Portugal (num total de 16,6 mil milhões de euros), ao abrigo do MRR.

No dia 13 de julho de 2021, o Conselho deu luz verde aos primeiros desembolsos destinados à recuperação, o que permitiu a disponibilização em 03 de agosto, por parte da Comissão Europeia, de um pré-financiamento de 2,2 mil milhões de euros em favor de Portugal, representando 13% do montante total atribuído a este país. 

Desta forma, Portugal é um dos primeiros países a receber um pagamento de pré-financiamento ao abrigo do MRR. Este pagamento contribuirá para lançar a aplicação das medidas essenciais em matéria de investimento e de reforma delineadas no plano de recuperação e resiliência português.

O desembolso efetuado surge na sequência da recente execução bem-sucedida da primeira operação de contração de empréstimos no âmbito do instrumento NextGenerationEU / Próxima Geração UE.

A Comissão autorizará novos desembolsos em função do ritmo de execução dos investimentos e reformas descritos nesse plano.

Acordo Operacional

Em 18 de janeiro de 2022, foi assinado o Acordo Operacional que regula a execução do PRR pelo Ministro do Planeamento, Nelson de Souza, e o Comissário Europeu da pasta Economia, Paolo Gentiloni. Segundo o governante nacional, este acordo “estabelece o conjunto de indicadores que definem o exercício semestral de avaliação do cumprimento de metas e marcos, a que Portugal se sujeitará até 2026 para receber o financiamento do PRR”. 

A assinatura deste acordo vai permitir a apresentação do 1º Pedido de Desembolso do financiamento do PRR, no valor de 1 336 milhões de euros a chegar durante o primeiro trimestre de 2022.

Em termos acumulados, Portugal terá, assim, recebido 3 494 milhões de euros, que correspondem a 21% do valor total do PRR.

Implementação

A Comissão Europeia divulgou no início de março de 2022 o primeiro relatório anual sobre a execução do Mecanismo de Recuperação e Resiliência (elemento central do instrumento NextGenerationEU / Próxima Geração UE), refletindo a implementação de todos os Planos de Recuperação e Resiliência.

Portugal está no TOP 5 dos países mais avançados, tendo sido assinado, em 18 de janeiro de 2022, o Acordo Operacional, anteriormente, referido e realizado, a 25 de janeiro do mesmo ano, o primeiro pedido de desembolso do financiamento do PRR no valor de 1 336 milhões de euros. 

Este primeiro pedido de desembolso de fundos do PRR seguiu-se ao pré-financiamento, também já mencionado, no montante de 2,2 mil milhões de euros que Portugal recebeu já no verão de 2021, equivalente a 13% do montante total do PRR.

O relatório anual da Comissão Europeia cumpre o preceito do artigo 31.º do Regulamento (UE) 2021/241, segundo o qual a Comissão deve elaborar um relatório anual que “inclui informações sobre os progressos realizados no que respeita aos planos de recuperação e resiliência dos Estados-Membros em causa ao abrigo do mecanismo, incluindo informações sobre o estado do cumprimento dos marcos e das metas, bem como dos respetivos pagamentos e suspensões.

Pilares

Os domínios de intervenção do PRR estão estruturados em seis pilares relevantes da UE: 

  • Transição verde
  • Transformação digital 
  • Crescimento inteligente, sustentável e inclusivo
  • Coesão social e territorial
  • Saúde e resiliência económica, social e institucional, inclusive com vista ao aumento da capacidade de reação e preparação para crises
  • Políticas para a próxima geração, crianças e jovens, incluindo educação e competências

Drafts

Este plano de recuperação tinha sido objeto de uma síntese atualizada em 15 de fevereiro de 2021, partindo de uma versão preliminar (draft) que Portugal entregou, a 15 de outubro de 2020, à presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, com quem se reuniu em Bruxelas. Importa salientar que Portugal foi um dos primeiros Estados-Membros da UE a entregar este plano, assente nesta apresentação.

Anteriormente, o esboço desse PRR já tinha sido apresentado em 29 de setembro de 2020 pelo Primeiro-Ministro, António Costa, numa sessão realizada na Fundação Champalimaud, em Lisboa, na presença da presidente da Comissão Europeia. 

Dimensões e áreas

Este PRR, que não visa ser um programa de resposta à emergência, nem se substitui ao QFP (para o período 2021-2027), é focado no tempo, em que todos os compromissos têm de ser assumidos até 2023 e todas as despesas têm de ser executadas até 2026, assentando em três dimensões fundamentais: 

i) Resiliência
ii) Transição Climática
iii) Transição Digital

com as seguintes áreas prioritárias:

  • enfrentar as principais vulnerabilidades sociais do País - o Serviço Nacional de Saúde, a habitação e as respostas sociais;
  • aumentar o potencial produtivo - a qualificação e competências e o investimento e inovação;
  • reforçar a competitividade e a coesão territoriais - as infraestruturas, as florestas e a água.

Desafios

  • Exequibilidade: O PRR tem um prazo de execução exigente, até 2026. Além da execução financeira dos 83 investimentos, o plano encerra 37 reformas que têm também de ser concretizadas nesse prazo. Os fundos PRR acrescem aos restantes fundos em execução.
  • Contratualização ex-ante: o PRR contém metas e marcos contratualizados com a Comissão Europeia, que traduzem exigentes objetivos quantitativos e qualitativos, devidamente calendarizados. O seu cumprimento é condição para os desembolsos de fundo. Alinhamento obrigatório com as Recomendações Específicas por País 2019 e 2020.
  • Descentralização: o PRR é um plano para ser executado de forma descentralizada, assegurando assim respostas mais adequadas e eficazes; a multiplicidade de atores exigirá, no entanto, mecanismos de coordenação eficazes, em cumprimento do apertado prazo de execução e das metas e marcos contratualizados.
  • Elegibilidade: o regulamento do PRR estabelece um conjunto de regras que determinam a elegibilidade das reformas e dos investimentos propostos, que tem de ser cumprido na fase de execução.

A superação destes desafios de execução exige a mobilização de todos. O PRR não é um plano do Estado para o Estado; é um plano para ser executado em parceria com empresas, terceiro setor, sistema científico e de inovação, regiões, autarquias. 

Modelo de governação e níveis de coordenação

O modelo de Governação dos fundos europeus atribuídos a Portugal através do PRR foi aprovado em 18 de março de 2021 e terá quatro níveis de coordenação:

i) Nível estratégico de coordenação política, assegurado pela «Coordenação Política e Estratégica, uma comissão interministerial presidida pelo Primeiro-Ministro e composta pelos Ministros que mais diretamente intervêm na coordenação e execução do plano»;

ii) Nível de acompanhamento, assegurado pela «Comissão Nacional de Acompanhamento composta por representantes multivariados de diversos setores interessados na execução do plano, representantes de organizações e 10 personalidades que não representam interesses, mas são convidadas por mérito pessoal, que serão indicadas pela comissão interministerial e uma será designada como Presidente»;

iii) Nível de coordenação técnica e de monitorização, ou seja, «a dimensão de operacionalização e coordenação técnica, será assegurada por uma Estrutura de Missão Técnica designada Recuperar Portugal, criada por Resolução do Conselho de Ministros que definiu o seu objetivo, os seus meios técnicos e o seu mandato, que estará limitado ao tempo de execução do PRR», mas também pela Agência de Desenvolvimento e Coesão e pelo Gabinete de Planeamento, Estratégia, Avaliação e Relações Internacionais (GPEARI) do Ministério das Finanças;

iv) Nível de auditoria e controlo, assegurado por uma «Comissão de Auditoria e Controlo e Monitorização da Execução do Plano, que integrará elementos de diversas proveniências exteriores à gestão do plano, como recomendam as boas práticas».

A este modelo acresce, ainda, a monitorização por parte da Comissão Europeia.

Em suma, no âmbito do Mecanismo de Recuperação e Resiliência da UE, do Próxima Geração UE e do acompanhamento e da implementação do PRR, este modelo define a estrutura orgânica, estratégica e operacional relativa a esse processo para o período 2021-2026 e ao exercício das competências de gestão, monitorização, acompanhamento, avaliação, controlo, auditoria e sistema de informação de reporte e transmissão de dados à Comissão Europeia.

Comissão Nacional de Acompanhamento

A Comissão Nacional de Acompanhamento (CNA) do PRR é, atualmente, presidida pelo Prof. Doutor Pedro Miguel de Jesus Calado Dominguinhos que sucedeu ao Prof. António Costa Silva após designação para Ministro da Economia e do Mar, sendo composta por nove personalidades de reconhecido mérito: Álvaro Fernando de Oliveira Costa, Carlos Farinha Rodrigues, João Abel Peças Lopes, José Manuel dos Santos Fernandes, Maria Júlia Fonseca Seixas, Maria Leonor Prata Cerqueira Sopas, Maria Manuela Magalhães de Albuquerque Veloso, Rogério dos Santos Carapuça e Teresa Sá Marques.

Integram também esta Comissão, os membros não governamentais do Conselho de Concertação Territorial; o presidente do Conselho Económico e Social e os membros não governamentais da Comissão Permanente de Concertação Social; um representante do Conselho de Reitores das Universidades Portuguesas; um representante do Conselho Coordenador dos Institutos Superiores Politécnicos; um representante do Conselho Nacional de Ciência, Tecnologia e Inovação; um representante da Confederação Nacional das Instituições de Solidariedade; um representante da União das Misericórdias Portuguesas; um representante da União das Mutualidades Portuguesas; um representante do Conselho Nacional do Ambiente e Desenvolvimento Sustentável; um representante da Confederação Cooperativa Portuguesa. 

Deste modo, a CNA agrega os representantes dos diferentes parceiros de implementação, sendo por isso o organismo de excelência para a mobilização de todos os agentes. Só, assim, será possível uma execução atempada e eficaz dos fundos disponíveis, materializando de forma tangível o potencial transformador dos fundos e da agenda reformista do PRR.

Competências

  • Acompanhar a execução do PRR, desenvolvendo as iniciativas que considere oportunas, designadamente na esfera territorial envolvendo os atores regionais e locais;
  • Acompanhar as medidas de informação, comunicação e de promoção de uma maior transparência, participando ativamente na definição dos modelos a utilizar;
  • Acompanhar os progressos na implementação do PRR e propor recomendações de melhoria dos mecanismos de implementação;
  • Emitir parecer sobre os relatórios semestrais ou anuais de monitorização apresentados pela estrutura de missão «Recuperar Portugal», podendo efetuar recomendações;
  • Analisar os relatórios de avaliação de resultados e de impacto do PRR.

No âmbito das suas competências, a CNA assumirá um papel central na execução do PRR, que se afigura particularmente exigente.

Estrutura de Missão «Recuperar Portugal»

A Estrutura de Missão Técnica «Recuperar Portugal», criada por Resolução do Conselho de Ministros, visa promover a gestão e monitorização da execução e concretização dos objetivos operacionais do PRR, assegurando o terceiro nível do seu modelo de governação, respeitante à «dimensão de operacionalização e coordenação técnica».

Esta estrutura de missão, dependente do Ministro do Planeamento, está limitada ao período de execução do plano, com o máximo de 60 elementos a contratar na Administração Pública ou por contratos para o tempo de execução do PRR.

Tem como funções apoiar toda a operacionalização do programa, garantir o reporte de informação, fazer os pedidos de pagamento à UE e ordenar os pagamentos aos beneficiários.

Esta estrutura conta com 60 pessoas em regime de exclusividade. O presidente é Fernando Alfaiate, vogal do Compete 2020, o vice-presidente é Mário Tavares da Silva, do Tribunal de Contas, António Costa Silva preside à comissão de acompanhamento e a Inspeção-Geral de Finanças está à frente da comissão de auditoria e controlo.

Princípios

Esta estrutura seguirá a senda do conjunto de princípios que deverá nortear a gestão do PRR e que está assente num processo de descentralização da sua execução, ainda que centralizando o que importa centralizar com vista a mais eficácia e a responder aos requisitos e condicionalismos impostos pela regulamentação comunitária. 

Daí o princípio que deriva dessa regulamentação, o da orientação para resultados, com base em metas e marcos, que serão assumidos em cada investimento, projeto e reforma. 

Também o princípio da transparência e prestação de contas determinará um processo de boas práticas de informação, incluindo a criação de um portal de transparência, que incluirá todas as informações relativas a todo o ciclo de vida de todos os projetos, desde a aprovação com todos os seus detalhes à sua conclusão.

Finalmente, será aplicado «o princípio de segregação das funções e método de prevenção de conflitos de interesses, havendo uma separação rigorosa entre funções de gestão e monitorização, por um lado, e de pagamento e de auditoria e controlo, por outro». 

Ficaram, ainda, definidos os fluxos financeiros, com separação rigorosa de gestão e pagamentos e um modelo de contratualização dos financiamentos com os beneficiários, sejam públicos ou privados.

Executar, monitorizar, cumprir com rigor e transparência é o que se espera deste projeto coletivo para Recuperar Portugal.

Portal Recuperar Portugal

O portal Recuperar Portugal serve para acompanhar os concursos do PRR. Os primeiros fundos dirigem-se a instituições de ensino superior em consórcios com empresas. Quem estiver interessado em concorrer aos fundos do PRR já pode acompanhar todos os avisos de abertura dos concursos neste portal, cuja designação corresponde ao nome da estrutura de missão «Recuperar Portugal», na dependência do Ministro do Planeamento, Nelson de Souza, para fazer a gestão, acompanhamento e execução do PRR de Portugal.

Este portal está dividido em cinco áreas

1. PRR
2. Resiliência 
3. Transição Climática
4. Transição Digital 
5. Candidaturas

No tópico Candidaturas, são lançados os Avisos de Candidatura. 

O presidente da Estrutura de Missão Recuperar Portugal - Fernando Alfaiate - considera mesmo que 2022 será o ano 1 do PRR, ao ser possível ter uma maior perceção dos investimentos no terreno, pelo que se em 2021 a palavra resiliência sobressaiu, em 2022 será a execução a ganhar notoriedade. 

No último semestre de 2021, foram construídos os alicerces para implementar com rigor aquele que é, neste momento, o instrumento financeiro europeu com maior capacidade para promover a recuperação e o crescimento da economia portuguesa num curto período de tempo.

Foram elaborados os documentos de gestão e construído o sistema robusto de informação e monitorização e um exigente Sistema de Controlo Interno, estabelecendo, simultaneamente, parcerias com as entidades públicas, identificadas no PRR para execução dos Investimentos.

A plena contratualização com essas entidades foi conseguida. A restante contratualização, estando já em fase avançada, será concretizada muito em breve, logo que as condições a apresentar pelas respetivas entidades o permitam. 

Desta forma, a implementação operacional do PRR, descentralizada através da contratualização com as diversas entidades públicas, tem o objetivo de garantir a sua integral execução, quer do ponto de vista financeiro, quer sobretudo no cumprimento dos marcos e das metas.

A contratualização foi, assim, o primeiro passo, atribuindo a entidades públicas identificadas no PRR a responsabilidade de garantir a execução dos Investimentos do plano. Esta foi a primeira etapa que permite agora ter as bases para arrancar em força com a execução dos investimentos, numa atuação mais ativa em prol da boa e regular concretização do PRR, alavancando o crescimento económico, reforçando os sistemas de saúde e apoio social num percurso sustentável, preparando o futuro com os instrumentos da dupla transição digital e climática.

Da visão estratégica à consulta pública

Após um intenso trabalho de incorporação de contributos e desenvolvimento estratégico, este PRR foi submetido a nova consulta pública entre 15 de fevereiro e 01 de março de 2021, para discussão e auscultação, tendo como objetivo recolher novos contributos que permitam melhorá-lo e assegurar o maior consenso possível em torno do documento, o que reflete a ambição e adequação das respostas aos constrangimentos e desafios de Portugal.

Este PRR é um amplo documento estratégico, onde estão plasmadas reformas estruturais fundamentais para assegurar a saída da crise pandémica e garantir um futuro resiliente para Portugal, pelo que esteve em debate durante algum tempo, tendo sido feitos alguns vídeos para enquadramento geral e realizados diversos seminários digitais: 

Depois de ter sido entregue em draft em outubro do ano passado, o PRR nacional foi dos que se encontravam em mais avançado estado de elaboração entre os seus congéneres europeus, situação reconhecida pela própria Comissão Europeia, que recebeu formalmente a versão final do documento logo que estivesse concluído o processo de publicação do regulamento do Instrumento de Recuperação e Resiliência.

Enquadrado pela Comissão Europeia através do Mecanismo de Recuperação e Resiliência, o PRR beneficia já neste momento de importantes contributos resultantes das conversações informais entre Bruxelas e o Governo português, que se desenrolaram ao longo dos últimos 4 meses. Esta metodologia tem vindo a permitir o aperfeiçoamento e a adequação do PRR por forma a que esteja perfeitamente adequado aos grandes objetivos estratégicos não só de Portugal, mas também de toda a União Europeia

Recorde-se que este plano teve como base um documento enquadrador das opções e prioridades que deveriam nortear a recuperação dos efeitos económicos adversos causados pela atual pandemia - a Visão Estratégica para o Plano de Recuperação Económica de Portugal 2020-2030, datada de 21 de julho de 2020, que foi elaborada pelo Prof. Doutor António Costa Silva.

Este documento já tinha sido submetido a uma consulta pública que terminou a 21 de agosto de 2020. Dessa consulta pública foram recebidos mais de mil contributos que abrangeram todas as áreas e eixos estratégicos, tendo merecido um vasto consenso no que respeita à generalidade das prioridades elencadas. 

Do término da nova consulta pública em 1 de março de 2021, resultaram mais de 1 900 comentários.  

Portal Mais Transparência

O portal Mais Transparência foi lançado no final de abril de 2021 e a sua área específica designada por Barómetro permitirá aos cidadãos aceder, de forma acessível, a informação sobre o Portugal 2020 e acompanhar distribuição e utilização dos recursos financeiros disponibilizados ao abrigo do PRR, bem como o cumprimento das metas e marcos que lhe estão associados. 

Acordo de Parceria Portugal 2030

Enquadramento

A versão final do Acordo de Parceria Portugal 2030 foi submetida, a 6 de junho de 2022, à Comissão Europeia, após vários meses de diálogo informal e após um intenso período de negociações formais que tiveram início em março deste ano, data em que foi entregue a primeira versão formal do documento. 

Cumprindo os prazos regulamentares, foram também enviadas formalmente a Bruxelas as primeiras versões formais dos Programas, prosseguindo agora o respetivo processo de negociação com a Comissão Europeia, que deverá culminar na aprovação dos mesmos e na plena operacionalização deste importante instrumento para impulsionar a transformação estrutural do país, uma transformação que se quer baseada na qualificação, na capacitação, na inovação e na transformação digital, na transição climática e na sustentabilidade, tendo presentes as dimensões de inclusão, igualdade e coesão territorial.

Aprovado em Conselho de Ministros em março de 2022, este Acordo de Parceria beneficiou de um amplo processo de consulta pública, bem como de um conjunto de iniciativas de auscultação e debate com os parceiros, que será reforçado nas próximas semanas com o lançamento das consultas públicas dos Programas, no âmbito das respetivas avaliações ambientais estratégicas. 

Montante e período abrangido

No âmbito deste Acordo de Parceria, celebrado entre a Comissão Europeia e Portugal, que foi assinado em 14 de julho de 2022 (o 14.º a ser adotado comparativamente com os restantes Estados-Membros da UE), materializando o lançamento oficial do Portugal 2030, serão disponibilizados 23 mil milhões de euros para apoiar a coesão económica, social e territorial em Portugal até ao final da década (2021-2027). 

Programação

A programação do Portugal 2030 é feita em torno de cinco objetivos estratégicos da UE:

  1. Uma Europa mais inteligente, investindo na inovação, na digitalização, na competitividade das empresas, nas competências para a especialização inteligente, na transição industrial e no empreendedorismo;
  2. Uma Europa mais verde, acompanhando a emergência climática e incorporando as metas da descarbonização, através do apoio à inovação e à economia circular, beneficiando os métodos de produção sustentável;
  3. Uma Europa mais conectada, com redes de transportes estratégicas, mobilidade mais sustentada e com forte aposta na ferrovia;
  4. Uma Europa mais social, apoiando a educação, a igualdade de acesso aos cuidados de saúde, o emprego de qualidade, a formação ao longo da vida e a inclusão social, na senda das prioridades estabelecidas no Pilar Europeu dos Direitos Sociais;
  5. Uma Europa mais próxima dos cidadãos, apoiando estratégias de desenvolvimento a nível local, promotoras de coesão social e territorial, e apoiando o desenvolvimento urbano sustentável, baseado no conceito de interligação de redes, centrada nas necessidades das pessoas.

Implementação e Princípios

O Acordo de Parceria abrange os fundos da política de coesão (FEDER, FSE+, Fundo de Coesão, FTJ e FEAMPA, sendo implementado através de 12 Programas:

Quatro Programas de âmbito temático: 

  • Demografia, Qualificações e Inclusão; 
  • Inovação e Transição Digital;
  • Ação climática e Sustentabilidade; 
  • Mar;

Cinco Programas regionais, correspondentes às NUTS II do Continente: 

  • Norte; 
  • Centro; 
  • Lisboa; 
  • Alentejo; 
  • Algarve; 

E dois Programas das Regiões Autónomas: 

  • Açores; 
  • Madeira;

E um Programa de Assistência Técnica. 

A estes acrescem os 11 Programas de Cooperação Territorial Europeia (INTERREG) em que Portugal participa.

Além disso, este Acordo de Parceria reflete o forte empenho de Portugal na utilização coordenada dos fundos da política de coesão com o Mecanismo de Recuperação e Resiliência

Em conjunto, estes programas mobilizarão a totalidade dos recursos disponíveis, de forma articulada e coerente, incluindo com outras fontes de financiamento com destaque para o PRR, no respeito pelos princípios da simplificação, da transparência, da parceria, da eficácia, da eficiência e da orientação para resultados.

Portal Portugal 2030

O portal Portugal 2030 foi lançado em meados de novembro de 2021 e através dele poderá ficar a conhecer melhor o que é o Portugal 2030, as suas prioridades e princípios orientadores, programas, valores globais e articulação com estratégias e outros programas europeus e nacionais, bem como consultar recursos adicionais.

Documentos | Legislação

Portugal 2030 - Acordo de Parceria 2021-2027 | 14 julho 2022
1.28 MB
Versão draft do Acordo de Parceria | Portugal2030 |04 março 2022
3.74 MB
Versão draft do Acordo de Parceria | Portugal2030 |15 novembro 2021
4.18 MB
Ficha-informativa | Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) de Portugal, junho 2021 | Comissão Europeia
296.05 KB
Decreto-Lei nº53-B/2021|PRR-Regime excecional de execução orçamental e de simplificação de procedimentos dos projetos aprovados
775.29 KB
Proposta de decisão de execução do Conselho relativa à aprovação da avaliação do PRR de Portugal | 16 junho 2021
225.61 KB
Anexo da proposta de decisão de execução do Conselho relativa à aprovação da avaliação do PRR de Portugal | 16 junho 2021
4.83 MB
Documento de trabalho dos serviços da Comissão que acompanha a proposta de decisão de execução do Conselho | 16 junho 2021
2.35 MB
Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) - Recuperar Portugal, Construindo o futuro (versão final de 22 de abril 2021)
8.04 MB
Plano de Recuperação e Resiliência de Portugal, apresentação da versão final em 16 de abril de 2021
4.24 MB
Plano de Recuperação e Resiliência - Comissão Nacional de Acompanhamento - Notas biográficas | 20 maio 2021
579.59 KB
Despacho que designa o presidente da Comissão Nacional de Acompanhamento do PRR | 18 maio 2021
333.85 KB
Despacho que designa os membros da Comissão Nacional de Acompanhamento do PRR | 18 maio 2021
678.73 KB
Modelo de Governação do Plano de Recuperação e Resiliência | 4 maio 2021
714 KB
Plano de Recuperação e Resiliência (síntese atualizada em 15 fevereiro 2021) - para Consulta Pública
7.09 MB
Plano de Recuperação e Resiliência - Recuperar Portugal 2021-2026 - Plano preliminar (15 outubro 2020)
2.27 MB
Plano de Recuperação e Resiliência - Recuperar Portugal 2021-2026 - Plano preliminar (15 outubro 2020) - apresentação
1.15 MB
Plano de Recuperação e Resiliência de Portugal, apresentação em 29 de setembro de 2020
1.2 MB
Visão Estratégica para o Plano de Recuperação Económica de Portugal 2020-2030
8.39 MB
Análise dos contributos da Consulta Pública sobre a Visão Estratégica para o Plano de Recuperação Económica de Portugal2020-2030
1.19 MB
Decreto-Lei n.º6-E/2021,Estabelece mecanismos de apoio no âmbito do estado de emergência|DR n.º 10/2021,Série I |15 janeiro 2021
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Resolução do Conselho de Ministros n.º 114/2020. Aprova um conjunto de novas medidas| DR n.º 252/2020, Série I |30 dezembro 2020
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Resolução do Conselho de Ministros n.º 106/2020.Aprova os Programas EXPANDIR e DOT@R |DR n.º 241/2020, Série I |14 dezembro 2020
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Programas de apoio

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Estratégia Portugal 2030

Referencial estratégico para os vários instrumentos de política

Terreiro do Paço

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Programa Nacional de Investimentos 2030

Instrumento de planeamento do próximo ciclo de investimentos estratégicos e estruturantes

 

Plano Nacional Energia e Clima 2030

Instrumento de política nacional decisivo para a definição dos futuros investimentos estratégicos na área da energia

Programa Internacionalizar 2030

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Programa de enquadramento

Programa de Estabilidade 2021-2025

Quadro económico-financeiro para enfrentar os principais desafios deixados pela pandemia, em conformidade com o Plano de Recuperação e Resiliência

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A resposta da UE ao desafio de saúde pública que se tornou na mais violenta crise económica da sua história ...

Medidas de apoio Covid19

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Artigo Programas Europeus

Conheça os Programas Europeus do Quadro Financeiro Plurianual 2021-2027. 

Informação sobre apoios financeiros nacionais e europeus

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